7.7.06

Dia 6

Hora de mudar para outra área de LA. Deixamos a espê e fomos para o Sunset Boulevard. Antes, uma explicação. Geralmente não é preciso reservar hotel/motel pela Califórnia. Nós não reservamos nenhum depois de San Diego e sempre nos hospedamos com facilidade. É só ter um pouco de paciência e procurar. Há muita oferta e preços bem convidativos.
Bom, saímos de Santa Mônica e achamos um motelzinho bem legal no Sunset Boulevard: o Saharan Motor Inn. A diária ficou em torno de USD65, com o café da manhã mixuruca que não tinha na espelunca...

Percorremos o Holywood Blvd, onde ficam a Calçada da Fama, o Kodak Theatre (é la que acontece a cerimônia do Oscar) e outras atrações. É meio brega, mas legal. Tudo é muito colorido e over. O comércio é todo voltado para vender souvenirs das estrelas hollywoodianas.
Fizemos um trecho de carro e saltamos para ver a calçada e o Kodak.
Aliás, ao estacionar, cuidado: verifique as pinturas nas calçadas. Vermelho no meio-fio significa proibido estacionar em qualquer hipótese. Amarelo, se não me falha a memória, permite parada apenas para embarque e desembarque de passageiros. Tem ainda uma outra cor, acho que verde, para carga e descarga. Só estacione onde não houver pintura e preste atenção nas placas. Ah e tem mais: tenha sempre moedas de USD 0,25. Cada uma, dependendo da cidade, garante entre 10 a 15 minutos de estacionamento. O máximo permitido geralmente é de duas horas. Aos domingos, em alguns lugares, não precisa depositar grana no parquímetro, pois o estacionamento é gratuito.

No trajeto de carro, avistamos o famoso letreiro Hollywood, que fica no alto de uma colina. Mas é difícil pacas chegar lá perto. Tentamos e nos perdemos. Desisti. Um sacrifício daqueles só para ver um punhado de letras mais de perto? Tá visto e tá muito bom. Além do mais, chegar até elas é proibido.
À noite fomos a um bar no Sunset Boulevard no estilo Oeste americano. Tinha até touro mecânico. Barzinho simples e divertido. Mais Budweisers e as batatas fritas com ketchup Heinz Tomato, que nos acompanharam a viagem toda...

Dia 5





Nada como um domingo de sol e sem calor insuportável. No roteiro de hoje, conhecer Beverly Hills. Vimos as lojas de grife e as mansões milionárias dos astros de Hollywood. Se você quer informações atualizadas sobre quem mora onde, compre um mapa das casas das celebridades. Se não quiser gastar um punhado de dólares a mais, veja uns imóveis que pertenceram a ícones como Elvis Presley, por exemplo. No livrinho da Folha, o Oráculo, segundo a Fernanda, tem.
Beverly Hills é muito bem cuidado. As ruas são limpas e há bastante verde. Tanta beleza e imponência impressionam.





Lá, uma passadinha em frente ao Hotel Beverly Hills onde, dizem, Kennedy traçou a Marilyn Monroe...








Retornamos a Santa Mônica para dar um passeio pela beira-mar. Há um parque muito bonito que margeia toda a praia. De lá, tem-se uma excelente visão da região. Um porém: é lotado de mendigos. Parece até com uma capital bem conhecida nossa...
À noite, mais Fosters e Budweisers na Promenade.

6.7.06

Dia 4


Para variar, o dia amanhece nublado. Visitamos o centro de Long Beach e seguimos para Los Angeles. Nossa primeira parada foi em Santa Mônica, onde o sol finalmente apareceu na praia. Antes mesmo de encontrar um hotel, curtimos umas horas de sol no píer, onde aproveitamos para admirar a vista e andar de roda-gigante e montanha-russa, tudo sobre o píer. O almoço também foi lá.

Depois do almoço, fomos em busca do hotel, a pé mesmo, já que o possante estava estacionado na praia. Seguimos pela Ocean Drive, uma espécie de Vieira Souto de lá, até encontramos um hotel barato: o Pacific Sands, bem defronte ao píer. Diária a USD 116 pelo sábado e 95 pelo domingo (sempre com as taxas inclusas). Só vale mesmo pela localização. O motel é caidaço e recebeu da Fernanda o nada carinhoso apelido de espelunca (espê para os íntimos), atrás da segunda palmeira aí na foto! Não tinha taxa de pernoite do carro e ao menos era o mais barato da região. O segundo mais barato sairia por uns USD 200 com as taxas. Cada noite!!!

Depois de nos alojarmos na espê, fomos passear pela orla. O destino escolhido foi Malibu Beach, aquela do seriado SOS Malibu (aqui no Brasil), mais conhecido como Baywatch nos EUA. Malibu é realmente muito bonita.

Em frente à praia há uma colina com mansões cinematográficas de artistas famosos (hum, mais clichê que isso, impossível). Claro que não dá para tomar banho, a não ser que você seja um esquimó ou surfista com roupas de neoprene. Porém, o visual é lindo.

Tem ainda uma reserva, a Malibu Lagoon, com gaivotas e pelicanos e um trecho particular (de artistas, é claro). Ficamos lá até quase anoitecer.




Voltamos ao hotel. Um banhozinho, um pequeno descanso e seguir direto para a 3rd Promenade, uma rua agitada que, depois de um período de decadência, foi totalmente revitalizada. Num ótimo pub encontramos cerveja Fosters...

5.7.06

Dia 3

Pela manhã, hora de deixar San Diego. Seguimos para La Jolla, uma cidade linda onde o esporte predileto é o surfe (para quem conseguir encarar a água, é claro). O tempo não ajudou muito, estava nublado (assim como os dois primeiros dias).
Em La Jolla também há a espetacular "cove", uma reserva para focas e pelicanos. O cheiro dos animais é bem desagradável (parece peixe apodrecendo), mas a vista compensa.
À tarde, depois de muita estrada, chegamos ao Wild Animal Park, na cidade Escondido, longe do mar. No interior, o sol e o calor apareceram com força. O parque é muito legal, mas o ingresso é caro (uns USD35). Dá para admirar os bichos como se estivesse num safári.

De volta ao litoral, paramos em Newport Beach para abastecer o carro. Voltou a ficar nublado e frio. De lá, seguimos para Long Beach, onde passamos a noite num Motel da rede Super 8. Ótimo motel/hotel (lá, o conceito de motel é bem diferente do nosso) com diária de USD 75, já incluídas as taxas e mais um cafezinho da manhã (chinfrim, é verdade, mas pelos menos ofereciam um).

4.7.06

Dia 2



Logo de manhã fomos passear no Seaport Village, área portuária com lojinhas e restaurantes à beira-mar. Como ainda era cedo, os restaurantes estavam fechados.
Decidimos, então, rumar para Coronado. Atravessamos uma ponte, de carro, e chegamos a Coronado Beach. Lugar lindo, com casas típicas, sem cercas ou muros.
Na praia, o destaque é o Hotel Del Coronado, uma construção gigantesca e que já foi cenário da comédia "Quanto mais quente, melhor", com Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis, eleita como a melhor comédia de todos os tempos. O mar do Pacífico, porém, é só para olhar: é frio de doer os ossos. Aliás, um casaco, por toda a Califórnia, mesmo nos dias de sol, é sempre bem-vindo.


Em seguida, fomos para o Cabrilo National Monument, onde o explorador português João Rodrigues Cabrilo aportou em 1542. Visitamos o farol Old Point Loma Lighthouse e aprendemos um pouco mais da história californiana.

Hora de voltar ao Seaport Village, dar um rolezinho pelo Embarcadero e almoçar num belíssimo restaurante à beira-mar. Entrada do cardápio: crab cakes (bolinhos de caranguejo), um prato típico californiano (estavam excelentes, por sinal), e camarões.

Voltamos para o hotel e, após uma descansadinha (ninguém é de ferro), fomos ao Hoston Plaza, um shopping local com ótimas lojas (casacos de couro podem ser encontrados a partir de USD 40 apenas). Aproveitamos para comprar uns CDs e um casaco de couro. Do shopping para o Gaslamp Quarter e mais cerveja no Bitter End, um pub sensacional onde degustamos uma pasta que misturava queijos, espinafre e alho. Tudo sobre um pão italiano torrado...Só de lembrar dá água na boca...

3.7.06

DIA 1


Vamos ao que interessa: chegamos em San Diego em 10/5/2006, às 9h20m. Desde o desembarque até o hotel, passando pela locadora, foram quase duas horas. O hotel, o Hendlery Resort (nome pomposo) é ótimo. Bonito, confortável e funcional, com diárias em torno de USD 120. Tem uma taxa adicional de USD 10 por pernoite do carro no estacionamento (um parqueamento, na verdade). A sorte nos sorriu novamente. Apesar de o check in ser apenas às 15h, liberaram o quarto para nós imediatamente. O quarto, por sinal, é excelente. Tem ampla cama, é limpo, aconchegante. Também tem facilidades (praticamente todos os hotéis/motéis de lá disponibilizam) como cafeteira, frigobar e, em alguns casos, como o desse, microondas. Ou seja, pela manhã, café no quarto sem gastar uma boa grana nos Starbucks ou delis da vida. A dica é comprar tudo num mercadinho para a manhã do dia seguinte (sai muito, mas muito mais barato). Água, portanto, é essencial, já que o café (pelo menos um pacotinho) é posto no quarto pela camareira diariamente.
Ao sair do hotel, seguimos para um rolé pela cidade. Paramos num simpático restaurantezinho chamado Johnny´s, pertencente a um grego. Comida boa, farta e barata. Atendimento excelente principalmente quando souberam que éramos brasileiros. O lugar é igual àquelas lanchonetes que vemos nos filmes. Um balcão com bancos vermelhos, mesinhas nos cantos, uma velhinha servindo, parecia lanchonete dos Tempos da Brilhantina... Para complementar, a velhinha quis ver nossas identidades para nos servir a cerveja (deu o maior orgulho, pois já passamos dos 30...)
Depois fomos até o Balboa Park (na foto aí de cima). O parque, lindo, é cheio de museus (não visitamos nenhum, por opção mesmo já que visitamos diversos museus em outras viagens. Depois de um tempo, perdoem a suposta heresia, museu fica sendo a mesma coisa em qualquer lugar). No Balboa Park demos uma bela caminhada, curtindo a beleza arquitetônica do lugar e vagando a esmo. À noite, cervejas (a tônica da viagem. Foram 30 dias ininterruptos fazendo isso) no Gaslamp Quarter, uma das áreas mais tradicionais da cidade.

29.6.06

Preparativos


Uma confissão: devia ter dedicado mais dias à Califórnia. O problema é que só cheguei ao Oeste americano depois de passar uma semana em Nova Iorque (como se isso fosse problema...). Talvez três ou quatro dias na Big Apple fossem mais que suficientes, pois já estivera lá dois anos antes. Mas tudo bem.
Se você pretender fazer o mesmo, prepare-se. O vôo que cruza os EUA de costa a costa é longo e não tem refeições incluídas (se não me falha a memória apenas um refrigerante é servido). Portanto, se quiser comer ou bebericar algo, é preciso desembolsar USD 5 por um sanduíche. A dica: compre lanches preferencialmente antes de chegar ao aeroporto, onde os preços são bem mais salgados. Voltando ao vôo, o visual compensa. São paisagens interessantíssimas que vão desde o deserto até montanhas cobertas de neve, passando por florestas. Em dia claro, então, é mais bonito ainda.



Para a viagem na Califórnia optamos por um roteiro Sul/Norte, começando por San Diego e terminando em San Francisco.
Uma precaução foi reservar dois dias de hotel (tempo que pretendíamos ficar em San Diego - acertadíssimo) para a primeira cidade californiana que visitamos. A reserva foi feita aqui no Brasil mesmo para evitar chegar num lugar desconhecido e ainda ter que rodar de carro até encontrar um porto seguro para passar a noite. Assim sendo, o único trabalho foi desembarcar no aeroporto, pegar o transfer da locadora (um microônibus que faz uma linha circular). Lá, como já disse, tive sorte de ficar com um veículo superior. Apanhei um mapinha, pedi umas instruções de como chegar ao hotel e pé na estrada.
Mapinha...
Taí um item indispensável. Um conselho: gaste uns 5, 6 dólares e compre um bom mapa com as rodovias que cortam a Califórnia. Daqueles bem grandes, coloridos e dobráveis. Um (a) navegador (a) com relativa experiência (que tenha, ao menos, manuseado mapas) também é de suma importância (aqui cabe um agradecimento público à Santa Fernanda por sua paciência e perseverança). Mais um ingrediente indispensável: paciência. Com mapa e trânsito, pequenas rusgas são comuns. Se piloto e navegador não tiverem bom senso, o caldo pode entornar. Graças a Deus, conseguimos manter nossa razão!

28.6.06

Os planos



A idéia de viajar pela Califórnia de carro era antiga, mas não tinha um formato. Na verdade, só me imaginava alugando um daqueles carrões americanos, com um mapa na mão, e saindo pelas estradas no estilo easy rider. Não é bem assim. Uma rápida pesquisa ajuda, e muito, a otimizar a viagem e a reduzir as perdas de tempo e as furadas que acontecerão, com total certeza!
Fernanda, cuja habilidade em lidar com aquele guia publicado no Brasil pela Folha de São Paulo é impressionante, estudou todo o estado umas dez vezes. Dicas de amigos que também estiveram lá complementaram nossa noção do que pretendíamos fazer. Bom, mas daí para executar tudo é bem mais complicado...
Uma dica (a primeira): verifique nos mais variados sites de aluguel de veículos os preços e modelos. Faça diversas simulações com o tipo/tamanho de carro que pretende alugar e reserve. Geralmente não é pedido nenhum número de cartão de crédito, o que te deixa mais tranqüilo e sem a obrigação de pagar alguma multa em caso de desistência. Fiz umas cinco ou seis reservas diferentes. Imprimi todas e levei comigo.
Depois de muito pesquisar nas gigantes (Hertz, Avis, Alamo, National, Budget, Dollar etc) acabei encontrando o que queria numa locadora da própria Califórnia. Thrifty (www.thrifty.com). Foi, disparada, a que melhores condições ofereceu. Um carro full size (daqueles enormes - era um Dodge Magnum) saía, já com taxas, impostos e o seguro LDW por menos de 700 dólares pelos 17 dias! Em alguns casos, como o meu, a sorte ajudou ainda mais. Na locadora não havia o Dodge Magnum, então me deram esse aí de cima, um Chrysler 300 (Luxury), que custaria quase o dobro e é, na definição da Fernanda, um caminhão e não um carro. A mala gigante e os porta-trecos ajudaram muito. O carro é, realmente, sensacional.

Califórnia Driving

Criar este blog teve como finalidade registrar uma viagem que fizemos pela Califórnia em junho de 2006. Foram 17 dias de carro, mapas, hotéis, paisagens espetaculares, momentos de êxtase, tensão e pura alegria. O relato que se seguirá abaixo pode servir, quem sabe, de base para alguém que apenas tenha curiosidade de saber um pouco mais desse estado maravilhoso dos EUA ou até mesmo que esteja planejando uma viagem. Algumas dicas, tenho certeza, podem ser bem úteis.