16.9.15

A caminho de Morro Bay

Fim da estada em San Diego, hora de cair na estrada rumo a uma das cidadezinhas mais interessantes e charmosas de toda a viagem: Morro Bay.
Interstate 5 ou California 1
Mais California 1

O caminho é pela Interstate 5 (nome federal da estrada) ou California 1 (nome estadual). Aliás, esta rodovia é um convite a quem gosta de dirigir. Mar de um lado, montanhas do outro, com vinhedos e plantações de oliva compondo a paisagem.

No meio do caminho, a paradinha para almoço numa cidade à beira mar com o sugestivo nome de Summerland, já nas imediações de Santa Bárbara. Parece que parou no tempo. Fizemos nossa refeição num restaurante agradável, com um prato tradicional local.
Summerland
Depois do almoço voltamos à estrada. Contabilizando a parada para comer, foram seis horas de viagem no total até chegarmos ao nosso destino.
Pôr-do-sol em Morro Bay


Pôr-do-sol em Morro Bay

Na pracinha principal, xadrez gigante


Aqui até o labrador anda de barco

Aliás, passeio de barco é uma boa...
Você pode avistar os leões marinhos...
...e chegar bem perto deles



E se quiser, pode até pilotar a embarcação


A cidade vista do mar



15.9.15

Los Angeles e San Diego

No nosso primeiro dia de verdade na Califórnia, logo ao acordarmos tomamos o café mixuruca do Super 8 e fomos, de táxi, até  o hotel Renaissance apanhar o carro: um Passat alemão.

Foi o primeiro de dois erros que cometemos em relação ao transporte.

Ao reservar o veículo, ainda no Brasil, optamos por um carro da categoria luxury (mais caro). Fizemos a reserva pensando em repetir o Chrysler 300 de 2006. Nos demos mal. A locadora, SIXT, não tinha o modelo e, pior, me deu aquela que seria a quarta alternativa.

O Passat é bom? Sim, é. Mas nem de longe se compara ao carro americano. Bola fora da Sixt, e não seria a única. A outra foi bem pior, mas falamos disso mais à frente.

A conclusão a que chegamos é que deveríamos ter alugado um veículo de categoria imediatamente abaixo. Teria um Jetta, ou Hyundai Elantra ou ainda um Corolla à disposição. Seria mais que adequado.
Taí o carro


Confortável e veloz, mas muito baixo


















Compre seu GPS

Aqui uma dica importante se você vai ficar dez dias ou mais de carro nos EUA: não alugue o GPS com o carro. Cada diária do aparelhinho custa em média 15 dólares. Em qualquer loja de departamentos ou eletrodomésticos (Best Buy, Walmart, por exemplo) você encontra bons navegadores na faixa dos 130 dólares (já com imposto incluído).  


Vacilamos em não comprar um logo ao apanhar o veículo. Fomos usar o Google Maps do celular e do Ipad. Funciona mais ou menos. Durante o trajeto, é comum o sinal cair e você fica meio perdido. Sem contar o altíssimo custo da navegação em roaming. Portanto, GPS logo de cara. No dia seguinte, compramos um Garmin Nuvi 55 (as locadoras fornecem este em sua maioria), de 130 dólares, excelente. Basta tirar o aparelho da caixa, montar, conectar no isqueiro e pronto. A configuração é fácil e tem opção em português. 



GPS: item obrigatório

Bom, depois de pegar o carro, fomos até Venice Beach onde demos um rolezinho e almoçamos por lá mesmo, onde está o píer do filme "Um dia de fúria", com Michael Douglas. Mas é preciso ficar ligado nos preços de estacionamentos. A diária na praia  custa 9 dólares.  E nós ficamos menos de duas horas.


Vista do píer de Venice Beach

Píer de Santa Mônica: esse vale, e muito!


Do alto da roda gigante o píer de Santa Mônica
Com sorvete é bem mais animado...



















De lá seguimos para Santa Mônica, onde é  bem mais animado. Novamente uma grana alta para parar o carro: 12 dólares.  
Pelo menos o local é  muito bacana. Rodamos pelo parque sobre o píer.  Andamos de roda gigante e montanha russa: 48 dólares os três.



San Diego e fronteira do México

Após o sorvete do Arthur, caímos na estrada rumo a San Diego. Muito trânsito e engarrafamento. Levamos pouco mais de três horas e meia até o Califórnia Suítes Hotel. Hotelzinho bacana. Bem arrumado, bonito e barato.


Já em San Diego, uma chuva torrencial atrapalhou nossa programação para o primeiro dia.

Resolvemos, então, ir até o shopping Las Americas, na divisa com o México,  comprar algumas coisas, entre elas o GPS. 

Se você pretender fazer compras, talvez este seja o melhor lugar. Tem o estilo outlet dos shoppings de Orlando e é gigantesco. Mas os preços, ainda assim, são um pouco mais elevados que na Flórida.



Última saída para os EUA
Caminho para o México
















Porém, o que mais me chamou a atenção não foi o shopping em si, mas a verdadeira muralha erguida atrás do centro comercial. É a fronteira com o México. Aliás, da estrada já dava para avistar um grande morro com várias casas apinhadas. Para quem mora no Brasil, é quase impossível não identificar aquele tipo de ocupação.


É bom ficar atento na estrada nesse trecho: se você vacilar, vai parar do lado de lá da fronteira, em Tijuana.

Atrás do shopping, a fronteira
Embarcadero

Ao voltarmos do shopping, o sol apareceu e fomos ao Embarcadero, um dos lugares mais bonitos de San Diego.  Passeamos na área portuária e jantamos no local. Arthur provou crab cakes  e gostou bastante. No fim do passeio a pancada: 24 dólares de estacionamento, um roubo. Vale perder um tempinho procurando um parquímetro.



Embarcadero

Mais embarcadero













ZOO

No dia seguinte de manhã  zoológico no Balboa  Park. Ótimo programa, talvez o melhor da cidade para quem tem filhos. Destaque para o panda, os ursos polares, gorilas, tigres, leões e macacos. A infraestrutura é de dar inveja. Até rampa rolante tem, além de um teleférico que cruza o lugar e um ônibus circular. No fim da visita fomos dar a nossa volta e cismamos em ir na parte de cima do busão, que é aberta. Pegamos uma tremenda chuva, mas foi bem divertido. 
É passeio para um dia inteiro e a visita pode te reservar algumas surpresas e momentos divertidos, como esse do urso polar nadador, que flagramos, e do panda se alimentando.



O URSO NADADOR




Imagens do zoológico
Gao Gao, o panda
Gao Gao fazendo arte
Urso polar em seu habitat
Dando um mergulhinho
Brincando
Teleférico





14.9.15

Nove anos depois...

A viagem à Califórnia em 2006 foi algo que nunca saiu de nossas mentes. Sempre planejamos voltar. Com a chegada do Arthur, em 2007, os planos tiveram de ser adiados até que ele estivesse um pouco crescido. Então, em 2015, decidimos levar o moleque nessa aventura, refazendo alguns trechos que mais gostamos e incluindo novos roteiros e destinos. O resultado não poderia ter sido melhor: mais uma viagem inesquecível, com a família completa.

Então, pé na estrada!

Dessa vez, nada de improvisos, ou quase nada. Se a tônica da viagem em 2006 era a de pegar o carro e cair na estrada meio que sem destino, em 2015, com uma criança a bordo e na alta estação, seria arriscado demais. A saída, então, foi programar tudo: roteiro previamente determinado, reservas de hotéis feitas de acordo com os trechos percorridos, tudo muito bem planejado. Funcionou perfeitamente. E com outras vantagens: melhores preços e vagas garantidas em lugares concorridíssimos, como Yosemite, só para citar um.
Tioga Pass Road, na saída de Yosemite Park. Espetacular! 

Também diferente foi o ponto de partida. Da primeira vez, tudo começou em San Diego. Acontece que, naquela ocasião, nós chegávamos de Nova York para a cidade ao sul da Califórnia num voo doméstico. Como saímos do Brasil desta vez, optamos por um voo Rio-Los Angeles com uma conexão na cidade do Panamá.

A empresa aérea escolhida foi a Copa Airlines, muito boa e com excelente preço. O voo durou umas 13 horas (já com a conexão) e mais umas 3 horas nos aeroportos. Ou seja, 16 a 17 horas de viagem no total. Em Los Angeles iniciamos o nosso roteiro estilo 360 graus.

Chegamos em LA, pernoitamos uma única noite num hotel Super 8 perto do aeroporto e, no dia seguinte, logo de manhã, pegamos o carro na locadora e descemos para San Diego onde, efetivamente, iniciamos nossa aventura.

20.2.07

Especial Chrysler 300 - a máquina!!!



Esse post é apenas para enaltecer a superioridade tecnológica dos
carros americanos. Depois de dirigir um desses, fica difícil se acostumar com as carroças brasileiras, sem nenhum demérito ao meu Renault Clio...




Na definição da Fernanda, isso não é um carro, é um caminhão!!!
Antes... 



e depois... Bugs!
Nave espacial...




Hora de descansar...













26.8.06

Dia 17

Logo ao acordar, o dilema: o quê fazer??? Afinal, era a véspera do retorno e praticamente já tínhamos visto tudo o que queríamos. Começamos pela parte prática: arrumar as malas.
Depois de praticamente tudo arrumado, fomos passear. Mais uma caminhada pelas lojinhas do Fisherman's Wharf para fazer compras de última hora.

Em seguida, um almoço no belo e elegante restaurante que fica na Praça Ghirardelli, bem de frente para o mar. Voltamos ao hotel para deixar as compras no quarto e aproveitar para descansar um pouquinho. Em seguida, rumamos novamente para admirar a Golden Gate lá no Presídio Park.

Tava um sol espetacular, mas um vento frio de matar!
Sob a ponte tinha até surfista pegando onda.
Com o vento que tava, os windsurfistas certamente fariam a festa.

Mais umas voltas de carro pela cidade e paramos para aproveitar o happy hour de um bar próximo ao hotel... É, a viagem realmente está acabando. Agora, só resta voltar ao hotel, dormir o máximo que puder e começar a encarar a volta.
Acordamos no dia seguinte (27/5) e fizemos o check out. Última dirigida no Chrysler que ficou no aeroporto e finalmente pegamos um avião...

Ainda bem que decidimos fazer uma escala para dormir em Miami em vez de encarar umas 16, 17 horas diretas de vôo.
Miami não é lá grande coisa (pelo menos para nós), mas serviu para dividir a volta em duas partes (de San Francisco até lá foram umas cinco horas) e de lá para o Rio, em vôo direto, mais 8 horas. Se contarmos o tempo que se gasta nos aeroportos, vê-se que foi um bom negócio.
Até porque circulamos por Miami e ainda conseguimos comprar o laptop.
Resta, agora, aguardar pelas próximas férias. Quem sabe vem mais por aí?

Dia 16

É, tá chegando ao fim...
Hoje o dia começou com uma frustração. Os Go Cars (uma espécie de triciclo motorizado e controlado por satélite, com guia falado em inglês) que havíamos visto na véspera e que pretendíamos usar para circular pela cidade eram bem mais caros do que imaginávamos. Tolos, pensamos que o aluguel de uma daquelas engenhocas fosse uns USD 20 por um dia inteiro. Ledo engano. Uma horinha custa USD 44 e cada hora adicional, mais USD 34. Melhor encher o tanque do carrão e rodar por quase uma semana.




Aliás, encher o tanque do carro nos EUA é um pouco diferente daqui. Lá praticamente não existem frentistas. Você pára o carro numa bomba (pump) e interfona para o escritório do posto. De lá, alguém libera a bomba mediante o uso do cartão de crédito. Outra maneira de fazê-lo é pagar em dinheiro (cash). Nesse caso, você pára o carro na bomba e vai lá dentro do escritório fazer um depósito caução. Geralmente te pedem uns USD 50 (mais ou menos o preço de um tanque cheio) e liberam o uso da bomba. Depois você volta para apanhar o troco ou complementar o pagamento.

Bom, depois da decepção com os Go Cars, retornamos ao hotel e apanhamos o Chrysler. Bem mais confortável, por sinal. Seguimos para o Golden Gate Park (gratuito) onde visitamos o belíssimo Japanese Garden (USD 3 a entrada).












Vale a pena pagar os três dólares. E lá dentro ainda tem uma lojinha para comprar umas bugigangas...






De lá seguimos para a Praça Levi' s onde almoçamos um ravióli sensacional.

Uma circulada pela cidade, também de carro, e fomos passear pela Market Street, no centro. Cheia de doidões e malucos. Pelo que sentimos, não é bom ficar desatento.
Procuramos um laptop mas não encontramos o que queríamos.
A saída foi seguir para a Ghirardelli e comprar uns chocolates.
De noite, mais Fisherman's Wharf!

Dia 15 - parte 3

De lá pegamos o caminho de volta e paramos para conhecer Sausalito. Outra cidade pequena, porém maior que Tiburon. Sausalito também é linda, parece uma cidade de pescadores, com uma mureta de pedras na beira d'água...

Um pouco mais da Golden Gate, a bordo do Chrysler 300.



















E mais Lombard Street, também de dentro do possante...


À noite fomos bebericar umas cervas num bar soturnão. Depois de uns minutos lá dentro percebemos que rolava até uma boca-de-fumo do lado de fora, comandada por um coroa. Mas nada que nos deixasse temerosos. Para quem mora no Rio, ver gente vendendo drogas não é uma, digamos, novidade...

Dia 15 - parte 2

De carro novamente, cruzamos a ponte e seguimos para uma cidadezinha encantadora chamada Tiburon (Tubarão em espanhol). O pedágio da Golden Gate revela um dado curioso: é mais caro sair do que entrar na cidade. Paga-se USD 3 quando se chega a SF e USD 5 quando se sai.

Mínima, à beira-mar Tiburon é muitíssimo bem cuidada. Decidimos almoçar no deque de um excelente restaurante.
A Main Street, ou rua principal...


Casinhas que avançam sobre o mar...


E, é claro, barquinhos...




A visão que se tem de San Francisco a partir de Tiburon é muito peculiar. A cidade, erguida sobre num enorme morro, é cortada por largas avenidas. Há uma linha de barcos que faz a ligação San Francisco-Tiburon. Não usamos o serviço, mas deve ser um passeio agradável.